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domingo, 7 de agosto de 2011

Os distúrbios do sono


Como funcionam os distúrbios do sono

Problemas do sono são comuns e vão muito além de perder apenas uma boa noite de sono. Para algumas pessoas, até um problema relativamente moderado pode ser bastante complicado e problemas graves podem ter conseqüências extremas.
Todos já ouvimos histórias sobre casos de sonambulismo em que as pessoas fazem coisas estranhas enquanto parecem dormir. Muitas pessoas até acham essas histórias engraçadas. Entretando, algumas dessas histórias podem dar uma falsa impressão sobre a gravidade dos transtornos do sono.

Os pesquisadores do sono estão divididos, pois não sabem se episódios extremos são realmente sonambulismo ou se são conseqüência de outros fatores, como transtornos psiquiátricos ou amnésia relacionada ao uso de medicamentos. Mas um ponto com o qual todos os pesquisadores concordam é que mesmo os transtornos do sono mais comuns podem afetar a vida dos pacientes. Para as pessoas que sofrem com eles, os transtornos do sono não são motivo para riso.

As pessoas, de modo geral, já tiveram uma ou outra noite de sono perdida. Mas para uma boa parte da população, uma noite inteira de sono ininterrupto ou tranqüilo é algo que afeta sua vida em todos os sentidos. Muitas dessas pessoas sofrem de um dos mais dos 80 transtornos do sono classificados atualmente.

A maioria dos problemas do sono não é uma doença em si. A insônia, por exemplo, refere-se à dificuldade para pegar no sono, à dificuldade para permanecer dormindo ou ao impulso para acordar cedo demais. Mas a insônia não é uma doença. É um sintoma que pode ser causado pela adoção de certos padrões de estilo de vida ou por determinadas condições de saúde. A insônia é considerada, assim, um transtorno secundário do sono (embora para as pessoas afligidas por ela, o termo “secundário” dificilmente se aplique).

Por outro lado, existem doenças, como a apnéia do sono, que ocorrem principalmente durante ou em associação ao sono. Esses são considerados transtornos primários do sono. São eles:

  • apnéia do sono
  • narcolepsia
  • hipersonolência
  • síndrome das pernas inquietas
  • transtorno dos movimentos periódicos dos membros
  • sonambulismo
  • terrores noturnos
  • transtorno do comportamento do sono REM
  • bruxismo (ranger os dentes)
Além da insônia, os transtornos secundários do sono incluem transtornos do ritmo circadiano, situações em que o ciclo de dormir-acordar do corpo está fora de sincronia com os horários em que se precisa dormir ou permanecer acordado.
Então, como saber que tipo de problema do sono você tem? Para começar, você tem de rever seus próprios hábitos de sono para ver se há um transtorno do sono. Tente responder “sim” ou “não” às seguintes perguntas. 
Responda sim ou não às perguntas abaixo

SimNão
1. Quando se deita à noite, você geralmente tem problemas para pegar no sono?

2. A impressão é a de que simplesmente só consegue pegar no sono muito tarde da noite?

3. Você acha muito difícil se levantar antes das 10h da­ manhã?

4. Você tem tendência a dormir cedo à noite e levantar antes de o sol nascer?

5. Você acorda diversas vezes durante a noite?

6. Você acorda mais cedo do que precisa de manhã e tem problemas para voltar a dormir?

7. Alguma vez você já acordou à noite gritando, berrando, chorando ou em algum outro estado de terror sem saber o porquê?

8. Você já dormiu imediatamente após ouvir uma piada engraçada, assistindo a um bom jogo ou tendo ficado agitado de qualquer outra forma?

9. Já disseram que você ronca alto e parece que pára de respirar por um tempo durante a noite?

10. Já disseram que você anda dormindo?

11. Você já acordou alguma vez fora da cama sem lembrar como fez isso?

12. Já disseram que você se mexe bastante durante o sono?

13. Você já se machucou, ou machucou alguém, enquanto dormia?

14. Você sente formigamento, picada, coceira ou outra sensação desagradável nas pernas quando começa a pegar no sono? ­

Se respondeu “sim” a qualquer das perguntas acima, você pode ter um transtorno primário ou secundário do sono. Para ter um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, você precisa consultar um médico, de preferência que tenha conhecimento sobre transtornos do sono.

Apnéia do sono

A apnéia do sono é uma condição em que a respiração fica gravemente limitada durante o sono e isso acaba levando à fadiga, que pode reduzir drasticamente a qualidade de vida da pessoa.

Vejamos um exemplo: uma determinada pessoa reclama constantemente de estar cansado. Começou a sentir muito cansaço pouco depois dos trinta anos. Até então, era dona de um negócio de sucesso. Contudo, acabou perdendo seu negócio e, hoje, não consegue se manter em um emprego por mais de um mês. Dos numerosos empregos que teve, foi demitida por “preguiça" de quase todos. Os patrões vêem seus mini-cochilos de cinco a dez minutos, todos os dias, como uma prova de que não se importa com seu emprego. O fato de estar acima do peso e ter outros problemas de saúde levou diversos médicos a se enganarem com o diagnóstico de sua sonolência. Após vários anos e incontáveis visitas a vários médicos, que davam diagnósticos diferentes, essa pessoa foi a uma clínica para transtornos do sono, onde sua apnéia do sono foi diagnosticada corretamente.

Estima-se que cerca de 18 milhões de americanos, a maioria homens de meia idade, acima do peso, sofrem de apnéia do sono, um transtorno potencialmente perigoso que provoca parada respiratória durante o sono. A palavra apnéia significa “sem respiração". A forma mais comum de apnéia do sono é chamada de apnéia obstrutiva do sono.

Em uma pessoa com apnéia obstrutiva do sono, os músculos da garganta e a língua relaxam durante o sono, então, a língua e a úvula (campainha da garganta) cedem e obstruem as vias aéreas. O excesso de tecido adiposo no pescoço agrava o problema reduzindo a passagem do ar, fazendo com que ela se contraia ou feche. Como resultado, a respiração pára ou diminui significativamente por pelo menos alguns segundos e, em alguns casos, até por alguns minutos de uma vez.
Quando a respiração pára ou se torna insuficiente, ela manda um sinal para o cérebro para iniciá-la novamente. Mas para fazer isso, o cérebro tem que acordar o corpo de um sono profundo. O sinal enviado geralmente é um ronco alto e/ou suspiro.

Essa falha da respiração pode ocorrer até 30 vezes em uma hora durante a noite. E toda vez, a pessoa acorda rapidamente antes de voltar a dormir. Imagine como você se sentiria pela manhã se acordasse 200 vezes ou mais durante a noite. E se isso acontecesse todas as noites? Provavelmente sentiria uma dificuldade até mesmo para executar as tarefas diárias mais simples. As pessoas com apnéia do sono não só lutam constantemente contra a fadiga, mas também correm riscos maiores de acidentes, de pressão alta, de infartos e de outros problemas de saúde.

Às vezes, a apnéia pode ser curada com a perda de peso ou melhorada dormindo-se de lado. Outros tratamentos incluem aparelhos dentários, cirurgia e uma máscara especial usada durante a noite para manter as vias aéreas abertas. Se você suspeita que tem apnéia do sono, a primeira coisa a fazer para diagnosticá-la é procurar uma clínica do sono.

Se, em vez de acordar brevemente à noite, você pegar no sono por curto tempo durante o dia, você pode ter narcolepsia. Descubra mais sobre esse transtorno na próxima seção.
Ronco e apnéia do sono

O fato de uma pessoas roncar durante o sono não significa necessariamente que ela tenha apnéia do sono. Embora entre 30 e 40% dos adultos ronquem, somente 1% deles têm apnéia do sono. Então, como saber a diferença? Para quem não tem experiência, é difícil reconhecer a apnéia do sono. Mesmo enfermeiros e médicos podem não saber quando estão lidando com uma pessoa com apnéia do sono.
E nem todas as pessoas com grave apnéia do sono param completamente de respirar. Entretanto, ronco alto, respiração ofegante ou qualquer outra dificuldade para respirar são sinais de apnéia do sono. O ronco sem apnéia não é uma ameaça à saúde, mas pode ser um problema bastante real para o cônjuge, que não consegue dormir pelo constante barulho noturno. É mais provável que a pessoa ronque quando está deitada de barriga para cima.
Uma maneira simples de resolver o problema é costurar um bolso nas costas da roupa que a pessoa usa para dormir. Antes de deitar, coloque uma bola de tênis nesse bolso. Isso fará com que a pessoa se lembre de não deitar de costas. Existem também aparelhos para a boca e procedimentos cirúrgicos que podem aliviar o ronco.

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